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QUAL A COR DA SUA CONSCIÊNCIA?

20/11/2019

O Dia Nacional da Consciência Negra, incentiva, de um lado, a consciência histórica de uma sociedade que vivenciou longamente a escravidão e, de outro, a reflexão sobre o impacto da cultura e da presença do povo africano na formação da cultura brasileira.

Atuar no desenvolvimento da conscientização histórica e social das pessoas com relação ao racismo estrutural é uma responsabilidade social que deve começar dentro de casa e se estender aos ambientes organizacionais.

Para começar a falar sobre esse assunto é preciso, primeiro, esclarecer que racismo, discriminação e preconceito não são a mesma coisa.

  • Racismo é uma forma de preconceito ou discriminação motivada pela cor da pele ou origem étnica;
  • Discriminação, por sua vez, é o ato de diferenciar, de tratar pessoas de modo diferente por diversos motivos;
  • E Preconceito é um julgamento sem conhecimento de causa, ou seja, julgar algo ou alguém sem antes conhecer.

Compreendidas as distinções entre os termos, vamos nos aprofundar um pouco no racismo e listar os 3 tipos mais comuns encontrados nas sociedades:

  • O crime de ódio ou discriminação racial direta: sendo essa a forma de racismo mais evidente, trata-se de situações em que pessoas são difamadas, violentadas ou têm o acesso a algum tipo de serviço ou lugar negado por conta de sua cor ou origem étnica.

 

  • O racismo institucional: forma menos direta e evidente, essa discriminação racial ocorre por meios institucionais, mas não de forma explicita. Ele é manifestado da forma de privilégios a determinados grupos de indivíduos em detrimento de outros, revelando-se na diferença de tratamento, distribuição de serviços ou benefícios.

 

  • O racismo estrutural: menos perceptível ainda, o racismo estrutural está cristalizado na cultura de um povo, de um modo que, muitas vezes, nem parece racismo. A presença do racismo estrutural pode ser percebida na constatação de que poucas pessoas negras ou de origem indígena ocupam cargos de chefia em grandes empresas; de que, nos cursos das melhores universidades, a maioria — quando não a totalidade — de estudantes é branca; ou quando há a utilização de expressões linguísticas e piadas racistas. A situação fica ainda pior quando as ações ou constatações descritas são tratadas com normalidade.

Nesse cenário, fica mais fácil perceber qual a importância em se ter datas comemorativas para ajudar na conscientização  do senso ético dos indivíduos e na construção de uma cultura mais íntegra e equitativa.

A exemplo disso, o Dia da Consciência Negra chama a atenção para uma necessidade urgente em acelerar o processo de equidade em educação e oportunidades de trabalho para os afro descendentes brasileiros. Os negros no Brasil são minorizados, mas, em hipótese alguma,  minoria. Eles representam 54% da população Brasileira e só com consciência, educação e muito respeito conquistaremos a equidade necessária para evoluirmos como país e civilização.

O Dia da Consciência Negra faz alusão à morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, morto em 1695 durante o período colonial (1500 a 1822) e que se tornou um dos grandes símbolos nacionais da resistência dos negros. Ele nasceu no Quilombo e lutou pela libertação dos escravos, tendo sido responsável por diversas rebeliões.  A abolição oficial da escravatura só se deu cerca de 193 anos após a sua morte, em 13 de maio de 1888.

Importante lembrar que o Brasil foi o país que mais recebeu escravos no mundo e foi também o último a abolir a escravidão e esses dois dados históricos contribuem para a configuração socioeconômica e cultural atual de nosso país, ajudando a explicar os processos de desigualdade social que ainda existe em nossa população.

Confrontar atitudes racistas e preconceituosas a partir da informação, do conhecimento e do diálogo deixou de ser um “tabu” nas mídias, escolas e organizações para ser um tópico extremamente importante na construção de um pensamento social, em que as diferenças sejam respeitadas.

O primeiro passo para qualquer mudança é a consciência. Os demais passos para se chegar ao resultado desejado são as ações pautadas no desejo e necessidade da mudança de padrão mental e comportamentos pessoais e sociais.

As empresas oferecem uma variedade de razões para a adoção de políticas e práticas da promoção de diversidade e as mais comuns entre elas são a ética e a vantagem competitiva. Essas duas dimensões – uma baseada nos valores da cidadania e a outra na estratégia empresarial – são um reflexo do fato de que as empresas são tanto instituições econômicas como instituições sociais e têm um impacto profundo nas comunidades onde estão inseridas.

O ambiente de trabalho, com seus projetos, suas relações e políticas de contratação, oferece uma oportunidade única para tratar de diversidade e inclusão. As inúmeras vantagens e sinergias que um ambiente diversificado trazem para o desempenho da empresa e da sociedade já estão comprovadas, largamente difundidas e discutidas, porém muito pouco exploradas. Pesquisas mostram que mais de 60% das empresas Brasileiras, sediadas em polos econômicos e sociais significativos no contexto econômico brasileiro, ainda não faz nada ou quase nada a respeito desse assunto.

Importante enfatizar que promover a diversidade estimula o respeito às diferenças, o exercício da tolerância, do diálogo, das construções coletivas, de relações de parceria e de complementaridade que têm como base a ética e a valorização, a proteção, o cuidado com a vida e a responsabilidade sobre ela e tudo que diz respeito ao bem comum. A promoção da diversidade concretiza esses valores de cidadania disseminados pelas empresas socialmente responsáveis.

Lembre-se que não se pode ter uma ilha de prosperidade num mar de miséria.

A diversidade e o combate à discriminação constituem dois lados da mesma moeda. São estratégias complementares. A primeira trata do que se quer construir e a segunda trata do que é mandatório desconstruir.

Cada um de nós tem a responsabilidade em ser esse agente da mudança dentro de casa, na rua e nas organizações. Quanto antes as empresas implantarem ações assertivas, eficazes e massivas para contribuir com o processo de intensificação das ações em prol da equidade racial, mais próximos estaremos de nos tornarmos uma civilização próspera.

A LEW é uma consultoria de Diversidade e Inclusão que trabalha exaustivamente para conscientizar e impactar o máximo de pessoas e organizações a respeito da questão dos preconceitos, muitas vezes, inconscientes que impactam negativamente seus negócios, suas relações e sua vida.

LEW Company – Luceli Mota e Adriana Camargo – www.lewcompany.com.br

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