Lew Company

O VÍRUS AINDA PRESENTE EM NOSSO SISTEMA

20/11/2020

Racismo Estrutural – Um vírus, tantas vezes camuflado e, ainda, sobrevivendo em pleno Século XXI. Disfarçado ou protegido pelos nossos vieses inconscientes.
  • Será que as empresas e as pessoas estão prontas para compreender e agir a respeito dessa doença ainda circulante em nossas veias? Um vírus, tantas vezes camuflado e, ainda, sobrevivendo em pleno Século XXI. Disfarçado ou protegido pelos nossos vieses inconscientes.
  • Esse racismo enraizado e muitas vezes não percebido conscientemente é o chamado “Racismo Estrutural” – e o que é isso afinal?
  • E qual o caminho para resolver isso, socialmente e corporativamente?

Em pleno século 21, vemos, ainda, a necessidade de falar a respeito desse assunto, porém, felizmente, esse vulcão, em plena erupção nesse século,  não deve parar até que se esgote por completo e durma um sono profundo e eterno. Mas, afinal de contas, do que, exatamente, estamos falando quando dizemos que a civilização humana ainda sofre com o Racismo Estrutural?

>> Racismo estrutural é o termo usado para reforçar o fato de que há sociedades estruturadas em bases discriminatórias, privilegiando algumas raças em detrimento a outras.

O termo estrutural não significa dizer que o racismo é uma condição incontornável ou que a trilha antirracismo feita até aqui seja inútil. Muito pelo contrário, mas, além de entender o sistema racista, é preciso conversar a respeito, pois o silêncio nos torna responsáveis por sua manutenção.

Ao tomarmos consciência de que o racismo é algo maior do que discriminação ou preconceito, entendemos que é uma forma nem sempre consciente e também coletiva de desfavorecer negros e indígenas e privilegiar os brancos, ou seja, o racismo determina a forma como pensamos. Assim, a cor da pele acaba por significar muito mais do que um traço da aparência. Ela acaba por ser associada às capacidades intelectuais, sexuais e físicas. É como se a cor da pele estivesse associada às qualidades físicas apenas (a dança, os esportes, o trabalho pesado), e não as intelectuais.

Isso significa, então, que somos todos racistas? Sim. Afinal, por mais consciência que tenhamos, vivemos em uma sociedade alicerçada por estruturas racistas. Porém, essa não precisa ser uma realidade perene. É claro, arrancar pela raiz o mal do racismo estrutural depende de um esforço coletivo e impossível de ser resolvido da noite para o dia. No entanto, há 3 ações que as corporações podem adotar, agora mesmo, para viabilizar uma transformação dessa realidade.

Como prova disso, um estudo da consultoria McKinsey & Company – “A Importância da Diversidade” – mostra que empresas com diversidade étnica têm retorno financeiro até 33% maior do que as organizações que não investem na pluralidade. Assim sendo:

1. Conscientize suas equipes: Este momento serve como um duro lembrete sobre os perigos do gerenciamento vertical. Ideias que parecem ótimas no papel podem ser um desastre na prática, e, se você não conversar aberta e claramente com seus colaboradores, o fracasso é iminente. Algumas lideranças apontam para uma “falta de canais diretos” ou um “banco de talentos restrito” como o motivo por trás dos poucos esforços pela diversidade e inclusão. Mas, se essas lideranças tirassem um minuto para perguntar aos empregados negros ou às pessoas não brancas como elas se sentem, descobririam a dura verdade no centro da questão: não nos sentimos enxergados ou valorizados. Conhecimento leva à consciência.

2. Aumente a transparência dos dados sobre diversidade: Ainda que os dados sozinhos não resolvam o problema da diversidade, eles fazem com que uma responsabilidade fundamental seja assumida, como consumidores e funcionários já solicitam hoje. As marcas líderes precisam ser mais transparentes com seus dados sobre a diversidade se quiserem que os consumidores acreditem que elas estão combatendo com seriedade o racismo estrutural e com isso seja influenciadores positivos da causa transformadora.

3. Faça as agências assumirem suas responsabilidades: Embora muito trabalho ainda precise ser feito, as marcas têm saído à frente em relação à diversidade e pela inclusão quando comparadas às agências. Muitas pessoas não brancas saem das agências devido à discriminação ou por um sentimento de não serem bem-vindas. Não conseguem sentir-se parte do time. As agência de publicidade precisam ser fortemente cobradas a se conscientizarem e agirem em prol dessa transformação, também!

Fechamos assim o bate papo, mas não encerramos o assunto. Reflita a respeito: O que você e sua empresa estão fazendo? Tome consciência do fato e aja, essa é a única maneira de darmos nossa contribuição à evolução. Faça parte dessa transformação para melhor.

Conte com LEW Co. para lhe ajudar nessa jornada de inovação e transformação. Somos uma consultoria especializada em Diversidade e Inclusão; Equidade de Gênero, RAÇA, Pessoas com Deficiência e LBGT+, com soluções para empresa e para você. Venha buscar nossa ajuda. Estamos prontos para suporta-los em todos os aspectos que necessitem para crescer e se fortalecer.

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            Por Luceli Mota e Adriana Camargo