Lew Company

O recrutamento e seleção de mulheres

09/09/2020

Ao falar de recrutamento e seleção de mulheres a primeira coisa que nos vem em mente é o fato de que, mesmo sendo uma verdade que as mulheres brasileiras tenham mais anos de escolaridade do que os homens, elas ganham, em média, ainda, 20% a menos do que eles em situações similares de trabalho. Quando se trata, então, de homens e mulheres negros, a distância fica ainda maior. 

A entrada feminina no mercado de trabalho no Brasil é permeado por muitos paradoxos.

Um outo fator importante de ser observado é que as mulheres trabalham nas funções domésticas, quase o dobro das horas feitas pelos homens.

Assim seguem os paradoxos quando se verifica através das pesquisas que, mesmo em números praticamente iguais na entrada no mercado de trabalho, as mulheres praticamente não estão representadas no topo das organizações e menos ainda nos conselhos das empresas. Alguma coisa acontece no meio do caminho. Quais serão os obstáculos, tão desafiadores, a ponto de reter drasticamente a ascensão das mulheres no mundo corporativo?

Para ajudar a clarear esse paradoxo, vamos checar o que nos mostra o recente relatório do grupo W20, o grupo de trabalho de mulheres do G20:

>> Entre as principais queixas das mulheres estão a dificuldade de conciliar a vida profissional com a pessoal e o assédio no trabalho.

>> No topo, a distância salarial entre homens e mulheres torna-se ainda maior: entre os CEOs – chief executive officers europeus mais bem pagos, a diferença supera 50%.

Embora nem sempre as ações discriminatórias estejam claramente manifestas, vieses inconscientes e algumas outras ações, bem sutis, permeiam o ambiente organizacional.

A iniciativa da ONU Mulheres, com os Women’s Empowerment Principles (WEPs), tem ajudado a reverter essas formas discriminatórias, buscando a adesão das empresas brasileiras aos seguintes princípios de empoderamento feminino:

>> Estimular o envolvimento da alta liderança com a igualdade de gênero;

>> Tratar homens e mulheres de maneira justa no trabalho, respeitando e dando suporte aos direitos humanos e a não discriminação;

>> Assegurar saúde, segurança e bem-estar para todos os trabalhadores – mulheres e homens;

>> Promover a educação, o treinamento e o desenvolvimento profissional das mulheres;

>> Implantar práticas de marketing e supply chain que possam empoderar as mulheres;

>> Promover a igualdade por meio de iniciativas na comunidade e

>> Mensurar e publicar relatórios dos progressos para alcançar a igualdade de gênero.

Além dos WEPs, o movimento HeforShe (Ele Para Ela) tem buscado trazer os homens para o debate e o apoio a tais mudanças. Afinal, homens e mulheres merecem justiça e humanização no mundo do trabalho.

Como toda mudança gera transformações à sua volta, também os homens têm questionado os modelos de masculinidade que restringem seus papéis sociais.

Por sua vez, o racismo é estruturante da desigualdade na sociedade brasileira e o sexismo para com a mulher negra intersecciona dois preconceitos, potencializando sua expressão. As mulheres negras, independentemente de seu grau de instrução, são o grupo mais discriminado no mercado de trabalho e em sua remuneração. São elas que mais sofrem práticas discriminatórias no trabalho e exercem os trabalhos mais precários.

Mais recentemente, o tema do envelhecimento e da discriminação por idade tem chamado atenção, considerando que a população brasileira passa por um rápido processo de envelhecimento. O Brasil, considerado um país jovem por muitas décadas, enfrenta hoje questões que países europeus levaram décadas para se adaptar. Nosso processo de mudança precisará ser mais veloz, já que, em 2030, a maioria da população economicamente ativa terá mais de 40 anos e a experiência dessa população será extremamente necessária.

Porém, as empresas ainda não estão preparadas para o envelhecimento da mão de obra no país, e, embora seus gestores reconheçam o processo de envelhecimento, as empresas ainda não adotam políticas nem práticas de gestão da idade. Isso é o que nos mostram as pesquisas realizadas  pelo Núcleo de Estudos em Organizações e Pessoas (NEOP) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP), em parceria com a PricewaterhouseCoopers (PwC), em 2013, e com apoio da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) e do Banco do Brasil, em 2018.

Desta forma, embora já exista algum movimento para promover ambientes mais igualitários nas organizações brasileiras, a intersecção entre mulheres, mulheres negras, idade e classe social faz a discriminação ser, ainda, muito acentuada.

Um estudo recente da empresa Linkedin, “Informe de Percepção de Gênero”, mostrou que os homens são mais propensos a serem vistos e contratados e isso acontece em virtude dos recrutadores abrirem mais os perfis de homens do que de mulheres. Essa ação – muitas vezes inconsciente – retrata os resquícios, ainda presentes, de nossa cultura machista e patriarcal.

Uma outra questão a se tomar consciência é a respeito de estudos revelando que as mulheres têm tendência a só se considerarem aptas a um cargo ou promoção, se atenderem a 100% dos requisitos da vaga. Porém os homens, com 50% já se sentem aptos a encarar o desafio. Ou seja, em virtude dos resquícios machistas de uma cultura que manteve as mulheres às margens, por tantos séculos, elas tiveram sempre que provar muito suas habilidades e competências para serem aceitas no mercado de trabalho. Fato que as fez serem muito mais exigentes com seus conhecimentos e habilidades do que os homens.   

Haja vista todo o exposto acima, é inconcebível que, em pleno século XXI, algumas pessoas ainda levem consigo e disseminem por aí preconceitos, conscientes ou inconscientes, com relação a competência das mulheres em qualquer campo de trabalho e nível de hierarquia.

São as diferenças em visões e possibilidades, promovidas pela inclusão de forças diversas dentro dos diferentes níveis das organizações, que permitem encontrar as melhores soluções. As mulheres tomam decisões nas compras de todos os itens de uma casa, inclusive os carros. Imagine a diferença de visão agregada, quando elas estão nos níveis decisórios e criativos das corporações.

Como sabemos que os vieses inconscientes, presentes nos momentos de contratação e promoção, ainda são muito gritantes, a LEW oferece solução em recrutamento e seleção exclusiva para recortes, gênero e raça, contribuindo para um “short list” mais equilibrado e diverso.

Para as candidatas, oferecemos o cadastro gratuito de currículos em nosso site, oferta de vagas, auxílio na construção de um currículo, preparação para entrevistas, plano de desenvolvimento individual, treinamentos e coaching e recolocação.

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LEW Co, Por Beatriz Froio, Luceli Mota e Adriana Camargo