Lew Company

A importância da presença feminina na alta liderança

17/03/2020

Já é fato que as mulheres estão conquistando mais espaços no mundo corporativo, porém, e a presença feminina nas altas lideranças?

Por Luceli Mota e Adriana Camargo – LEW Co – 17/03/2020

> Será que as condições e oportunidades de trabalho são equânimes?

> Será que a vantagem competitiva, entre outros diferenciais gerados pela diversidade de gênero nas altas lideranças, já é um fator considerado pelos líderes e RH quando da definição de suas estratégias organizacionais?

A inovação, o diferencial competitivo e o ambiente inclusivo são algumas das vantagens, comprovadas, que a diversidade no ambiente de trabalho gera.  Dentro deste cenário, vale dar um Zoom na questão da presença feminina na alta liderança.

Trazer mais mulheres para os cargos executivos, com grande poder decisório, já é ponto de atenção  e consciência em algumas organizações. Está comprovada, através de pesquisas globalizadas, a necessidade imprescindível de se trazer mais mulheres para os cargos executivos, com maior poder monetário e decisório. Porém o número é, ainda, muito aquém ao desejado e solicitado pelo mundo globalizado. Mundo este que necessita injetar na economia mundial as cifras, possíveis e desejadas, de quando se tem um número equânime de homens e mulheres, competentes e fortes, nas altas lideranças.

Valor agregado ao seu produto e a sua organização.

É incontestável que ao maximizar o aproveitamento do capital humano de sua organização, você cria um ambiente desejável e produtivo. Mentes diversas pensam e produzem o que o mercado valoriza e necessita!

Presença Feminina nas altas lideranças:
Apenas 3% das mulheres estão nos cargos executivos, embora elas sejam 51% do total da população brasileira. Esses e outros dados deste artigo nos são apresentados por pesquisas atuais e abrangentes, provenientes da ONU Mulheres; MCkinsey; Linkedin, Bain & Company e Grant Thornton.

Por que isso e como mudar o cenário?
Como mostra a 14ª edição da pesquisa International Business Report – Women in Business da Grant Thornton, em 2018, houve uma evolução em relação a participação das mulheres nas organizações.

“A PORCENTAGEM DE EMPRESAS COM AO MENOS UMA MULHER NA GESTÃO SÊNIOR APRESENTOU UM AUMENTO DE 66% PARA 75%. O QUE SIGNIFICA QUE MAIS EMPRESAS ESTÃO TRABALHANDO, EM ALGUM NÍVEL, PARA A EQUIDADE DE GÊNERO NAS ALTAS LIDERANÇAS.”

A pesquisa também mostra que há mais ações afirmativas implementadas nas grandes organizações. São ações voltadas às práticas de inclusão:

> Igualdade entre a remuneração dos homens e mulheres que exercem o mesmo cargo;

> Licença maternidade e paternidade remuneradas… entre outras.

Isso mostra que a luta das mulheres por melhores condições de trabalho, igualdade, reconhecimento, respeito e desenvolvimento profissional está trazendo resultados concretos. Vale lembrar que essa evolução traz benefícios para os dois lados:

> As mulheres ganham oportunidades profissionais justas;

> Enquanto as empresas conseguem melhorar resultados, atrair e reter colaboradores;

> Bem como gerar valor organizacional a médio e longo prazos.

O que eu mulher e profissional posso e devo fazer para contribuir com esse processo?

Vamos citar aqui dois tópicos bastante prioritários para eliminar alguns dos obstáculos mais comuns na aceleração desse processo.

Há diversas ações, atitudes e posturas a serem tomadas pelas mulheres em prol de seu próprio desenvolvimento nas organizações e no mundo do empreendedorismo. Dois deles pedem especial atenção:

1. Observar e conscientizar-se de seus vieses inconscientes e crenças e
2. Cuidar para não se deixar sabotar pela “Síndrome do Impostor”.

Sobre os Vieses Inconscientes e as crenças limitadoras eu te convido a visitar nosso blog, baixar o ebook, e conhecer mais a fundo sobre o tema. Há uma análise bacana lá e o link aqui.

Neste artigo, eu quero falar sobre a Síndrome do Impostor… e o que é isso?

Segundo um estudo feito pelo Linkedin:

>> As mulheres têm propensão 20% menor de candidatar-se para uma vaga do que um homem.
>> Os homens se candidatam a uma vaga quando preenchem 60% das qualificações;
>> Enquanto que as mulheres, quando preenchem 100%.

Essa é a chamada “SÍNDROME DO IMPOSTOR”, ou seja, as mulheres têm o desafio de serem reconhecidas e consideradas pelos recrutadores como candidatas. Pelos líderes, para as promoções aos cargos de alta liderança e, ao mesmo tempo, lidar com suas atitudes internas que podem ser verdadeiras barreiras ao seu crescimento.

Na pesquisa do linkedin, Suelen Marcolino, gerente de vendas do LinkedIn diz que, muitas das mulheres ainda aceitam a imagem de ‘sexo frágil’ e sentem-se intimidadas, o que gera uma insegurança grande na hora de candidatar-se a uma vaga expressiva.

Frente a esta colocação, nós da LEW Company, considerando nossos trabalhos e estudos com mulheres contemporâneas de diferentes gerações, vemos que isso se dá como um resquício cultural, em processo de transformação. Cultura essa, patriarcal e machista, em que a mulher tinha que provar ser capaz, todo o tempo, uma vez que estava explorando um ambiente, naturalmente, masculino.

Hoje, já vemos a maior parte das mulheres muito conscientes a respeito de si e do seu papel neste novo século. Porém, há que se trabalhar para que a totalidade da civilização se reestruture culturalmente. Para que a mulher deixe de buscar a perfeição e comece a galgar seus espaços para a ascensão, de igual para igual.

Direitos e deveres iguais para homens e mulheres – isso é o feminismo. Diferente dos extremos e conceitos que se tem dado, equivocadamente, para o tema. Esse segundo tem sido denominado como “Femismo”, porém, este é um assunto para outro artigo. Merece toda nossa atenção!

Assim sendo, buscando conscientizar a sociedade e as próprias mulheres a respeito desta ascensão à equidade de gênero dentro das organizações e, em especial, nos cargos de alta liderança, concluímos nossa conversa enfatizando o fato do diferencial feminino fazer toda a diferença nos cargos decisórios.

Organizações com números e posturas equitativas em cargos de alta liderança já comprovam os impactos positivos em seus resultados financeiros, bem como, na performance, motivação e engajamento das equipes. Resultados esses que se refletem no mercado, em seus produtos e serviços.

Vale salientar que dentre os diferenciais na liderança feminina observa-se elementos como:

> Relacionamentos interpessoais;

> Trabalho em equipe,

> Empatia e olhar humano,

> Visão sistêmica,

>Persistência diante das dificuldades,

> Flexibilidade,

> Habilidade multitarefa e

> Atenção aos detalhes, que podem fazer toda a diferença.

Portanto, homens e mulheres são seres com habilidades e características distintas e complementares, por isso, quanto mais diverso e equilibrado for um time, maior a chance da performance atingir patamares elevados e diferenciados.

Quais são seus maiores desafios, como homens, mulheres e líderes, frente a este cenários de mudanças?

A LEW Company é uma consultoria especializada em diversidade e inclusão, especializada em equidade de gênero, raça, pessoas com deficiência e LBGT+, com soluções para empresa e para você.

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Luceli Mota e Adriana Camargo – LEW Co – 17/03/2020